MEDICINA CHINESA:
A POLARIDADE YIN - YANG



A polaridade universal Yin-Yang é o
princípio rítmico presente em tudo que existe. A palavra Yang, em chinês, significa luz do sol; a palavra Yin, a ausência da luz do sol. Assim, a polaridade Yin-Yang se refere a uma pulsação, a um ritmo contínuo e alternante, presente na natureza, nos ciclos dos dias e das noites, das sucessivas estações do ano, do sono e da vigília, do trabalho e do repouso, da inspiração e da expiração, da contração e do relaxamento dos músculos, dos batimentos do coração. Mesmo dentro das nossas células podemos observar um ritmo nos processos bioquímicos de construção e de quebra de moléculas, assim como no campo da astronomia se reconhecem ritmos de expansão e de contração de galáxias.
 

Tai-Chi


Todas as coisas têm um ritmo. Os chineses chamam esse ritmo de Yin-Yang. Yin e Yang são como os dois lados de uma moeda. Não existe moeda de um só lado. Assim, todos as coisas e fenômenos possuem um verso e um reverso, têm frente, têm costas. Existem o masculino e o feminino, o frio e o quente, a criança e o idoso, o escuro e o claro, o verão e o inverno, a contração e a expansão, o céu e a terra. Esse ritmo pulsátil, que se alterna continuamente em polos opostos e complementares, constitui o Yin-Yang. E Yin e Yang estão presentes no nosso corpo. Para a Medicina Chinesa, a saúde existe quando Yin e Yang se encontram em harmonia no nosso corpo. E essa harmonia é dinâmica e acompanha os ritmos de Yin e de Yang da natureza. Quando não acompanhamos os ritmos da natureza, afastamo-nos da saúde.
               
O símbolo chinês Tai-Chi significa suprema harmonia. Nele se encerra a ideia de que a suprema harmonia inclui Yin e Yang em constante transformação. Todas as coisas possuem Yin e Yang, que se alternam continuamente. O movimento de expansão se segue até um ponto máximo onde não é possível haver mais expansão; em consequência, vem o movimento de contração. A contração segue até o seu máximo e, em seguida, quando não é mais possível contrair, sobrevém expansão. Como na respiração, quando inspiramos até o máximo possível, para, em seguida, expirarmos. E no coração, que se contrai, e, em seguida, relaxa.